Poesias Pesadas

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O amaldiçoado

     Teriosvaldo vivia do comércio, tinha lá seus 40 anos, cabelos negros e rosto fino e marcado pelo tempo, no lado direito da face possuía uma cicatriz proveniente de uma guerra na qual lutou. Era um homem franzino mas que não deixava-se intimidar, era decidido, firme em seus princípios, pai amoroso e marido fiel. Agora voltava de uma longa viagem, sua carroça estava apinhada, trazia roupas, utensílios domésticos e plantas medicinais. A volta para casa duraria quinze dias e já estava a meio caminho de Vila Mansa. Já era noite e precisava descançar, então fez uma fogueira e de repente um mago apareceu.

    - Dê-me sua lança eu quero-a!
     - Ela foi-me dada como presente, não entregarei-a para ninguém, falou decidido.
     - Eu a quero! Disse veementemente Alcabaz, com um olhar insano.
     Teriosvaldo segurou-a firmemente e correu em direção a Alcabaz que foi atingido no peito e gritou:
     - Aaaahh! Seu rosto contorceu-se e ele suspirou.
     - Ah! O que você fez? Falou baixo Alcabaz. Sou um mago poderoso.
     Caído ao chão ele esticou o braço direito e abriu a mão:
     - Condeno-o a conhecer o  inferno e que Chetá castigue sua alma! E assim morreu Alcabaz.
     Assustado Teriosvaldo observou uma espécie de passagem sugá-lo para o inferno, enquanto gritava apavorado:
     - Aaaa!
     Chegou a um local que mais parecia um deserto e a sua frente viu um alto paredão de fogo.
     - Onde estou? Que lugar é este?! Falou agoniado.
     Uma voz vinda do paredão de chamas falou:
     - Você está no inferno, inseto miserável e eu sou Chetá, governante dessas terras e senhor de tudo que rasteja no escuro. Agora vague pelo inferno até achar a saída.
     Teriosvaldo vagou mas encontrou a saída e aquela experiência deixou sequelas terríveis, agora ele era um ser sombrio.

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