Poesias Pesadas

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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O violão maldito 3

          Com a sua peregrinação de 6 meses pelo país finda com o encontro do violão era hora de voltar para casa junto dos familiares e amigos.  Havia gastado todas as suas economias para conseguir o violão perfeito e ouvira muitas pessoas dizendo para que não embarcasse nesta aventura pois era perda de tempo e o que um violão fazia outro também poderia fazer era só questão de treino, não havia esse negócio de violão mágico. Mesmo assim ele embarcou na jornada e encontrou a preciosidade de sua vida agora poderia ser o rei da música. No caminho de volta as pessoas o paravam e perguntavam sobre o belo violão e comentava a sua habilidade em tocá-lo e ele respondia que havia demorado bastante até encontrá-lo. No ônibus ele começou a tocar e os passageiros aplaudiam pedindo bis e viajando na melodia do instrumento que parecia ser dotado de uma força sobrenatural. Até que um homem aproximou-se do rapaz e lhe dirigiu a palavra.
-  Hei rapaz deixe-me ver esse violão que leva consigo.
- Claro, meu senhor.
          O homem olhou desconfiado e assustado falou:
- Meu jovem, esse violão não representa boa coisa.
- Mas porque, meu senhor?
- Você o adquiriu na loja de usados, certo?
- Sim.
- Então este violão pertenceu a outro homem e ele foi a ruína, livre-se dele.
- Nâo, este violão é maravilhoso e continuarei com ele.
- Isso mesmo garoto, e o senhor deixe o rapaz em paz.
- Isso mesmo!
- Esse violão vai lhe trazer a ruína rapazinho, escute o que digo.
- Deixo-o em paz, Turrel. O homem voltou ao seu lugar de cabeça baixa e a cantoria continuou até o final da viagem
                                                                                                                                      C O N T I N U A

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